Empreendedorismo é Notícia
Empresária cria único hospital solidário veterinário do país
2016-03-04

Sandra Duarte Cardoso conseguiu realizar o seu sonho no ano passado: abrir o Hospital Solidário Veterinário, o único no país. Desde sempre uma grande defensora dos animais, a empresária fez vários programas de televisão onde defendeu os direitos dos animais. Licenciada em Ciências da Comunicação, Sandra Duarte Cardoso percebeu que afinal a sua paixão era a veterinária. Assim, tirou uma nova licenciatura, em Medicina Veterinária, e em 2007 juntou-se a mais duas pessoas e fundou a SOS Animal, uma ONG que resgata e acolhe animais abandonados e maltratados. A associação já conta com 1.500 colaboradores inscritos e espalhados por todo o continente e ilhas. Além de recolher animais, a ONG apoia o Canil Municipal de Lisboa, faz campanhas de adoção e ainda apoia outras associações. Devido ao bom trabalho que conseguiu fazer na direção da associação, a empreendedora iniciou uma batalha de nove meses e em junho de 2015 inaugurou um hospital que serve como uma Segurança Social para os animais. O hospital funciona como um centro de saúde animal que cobra preços mais baixos a donos que comprovem ter dificuldades financeiras. A empresária já foi eleita Personalidade Feminina Lux 2014, na categoria “Solidariedade”, e venceu, em 2010, o Prémio Mulher ACTIVA.

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Inês Caldeira: A primeira mulher a gerir a L’Oréal Portugal
2016-03-04

Inês Caldeira estudou Economia mas não quis seguir por esse caminho. Por isso, quando terminou a licenciatura enviou um CV para o departamento de Marketing da L’Oréal e conseguiu um estágio. Em apenas 14 anos chegou a diretora-geral do grupo de produtos de beleza em Portugal. Depois de ter sido gestora de produto, com 25 anos foi para Paris e entrou para a equipa de Desenvolvimento de Marketing Internacional para trabalhar o desenvolvimento dos mercados asiáticos. Já em 2010 o seu percurso conduziu-a até Espanha para a direção de Marketing L’Oréal Paris, onde geriu a companhia em plena crise financeira. Com um grande espírito de sacrifício e de luta, a empresária foi conquistando várias etapas pelo caminho, sempre rodeada de pessoas que a ajudaram a crescer, porque, acredita, um chefe sozinho não consegue fazer muita coisa. Com o apoio da família e de mentores na empresa, Inês Caldeira foi conseguindo superar os desafios que lhe eram colocados. Com orgulho na filosofia da sua empresa, a empreendedora destaca que o facto de ser mulher não gerou desconfiança no seu percurso. Pelo contrário, a L’Oréal promove a igualdade de género e dá condições paraque as pessoas possam desempenhar bem as suas funções e tenham vontade de se candidatar. A empresária foi a primeira mulher, e a mais jovem, a chegar à liderança da operação portuguesa da L’Oréal.

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Laço: Combater o cancro da mama através da prevenção
2016-03-04

Lynne Archibald chegou a Portugal em 1989. Depois de ter acompanhado a luta de uma amiga contra o cancro da mama, a canadiana sentiu que queria fazer algo positivo em relação a esta doença. Reunida com embaixatrizes de quatro países (Inglaterra, França, EUA e Canadá) surgiu a possibilidade de criar algo que tivesse um grande impacto no cancro da mama. Com o apoio da Liga Portuguesa Contra o Cancro, as cinco mulheres fundaram, em 2000, a Laço. O objetivo é ajudar projetos na luta contra o cancro da mama em Portugal e, ao mesmo tempo, acompanhá-los de perto para que possam ser avaliados os seus resultados. Com a boa receção por parte das portuguesas, a associação já criou também uma Bolsa de Investigação que permite um financiamento de 25 mil euros para o estudo das causas do aparecimento do cancro da mama. A fundadora destaca também que a Laço tem tido um papel crucial no aumento da literacia na área da saúde, através do site, de livros e e-books e da sua página de Facebook. Lynne Archibald trabalhou durante sete anos como responsável da sucursal portuguesa de uma editora inglesa, mas depois passou a dedicar-se a tempo inteiro à sua família e ao trabalho como voluntária. A empresária é também a presidente do GPE, a associação de pais do Lycée Français Charles Lepierre. Com a Laço, a empreendedora quer que todas as mulheres comecem a apostar na deteção precoce do cancro, para prevenir em vez de remediar.

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Empreendedora na lista da “Forbes” dos jovens mais promissores
2016-03-04

Com apenas 23 anos, Stacey Ferreira já está na lista da revista “Forbes” dos jovens promissores com menos de 30 anos, na área de comércio e retalho. A luso-americana é a fundadora da Forrge, uma ferramenta que junta oferta de trabalho com muita procura com trabalhadores. Com um percurso diferente, Stacey Ferreira estava a viver no Connecticut quando, depois de terminar o ensino secundário, criou, com o seu irmão, uma empresa de gestão e armazenamento de palavras passe, a MySocialCloud. Dois anos mais tarde, a empresa foi descoberta pelo empresário Richard Branson, onde investiu um milhão de euros. A empresária acabou por desenvolver a sua empresa em Los Angeles e vendeu-a em 2013 para, depois, entrar para a Universidade de Nova Iorque. No entanto, a empreendedora desistiu dos estudos universitários para aceitar uma Bolsa Thiel que a ajudou na criação da Forrge. Stacey Ferreira é luso-descendente: os seus avós paternos nasceram em Portugal, mas ambos saíram do país quando eram novos para irem para os EUA. A empresária é também autora de um livro sobre empreendedores millennial, o “2 Billion Under 20: How Millennials Are Breaking Down Age Barriers and Changing the World”. Hoje, Stacey Ferreira já deu mais de 100 palestras e conferências para falar de empreendedorismo jovem e novas tecnologias.

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Professora cria projeto para apoiar aldeias guineenses
2016-03-04

Inês Rodrigues fundou, em, 2011, a Educafrica, uma ONG, com atuação na Guiné-Bissau, que tem como objetivo dar formação nas aldeias, dar capacidades aos habitantes locais e desenvolver projetos com impacto social naquele que é um dos países do mundo com o menor índice de desenvolvimento humano. Neste contexto, a professora de Inglês desenvolveu o projeto Tabanca Solar, que, sem recorrer a fios elétricos, inclui lâmpadas que são garrafas de água, fornos solares, sistemas fotovoltaicos que iluminam centros de saúde e escolas, e desidratadores solares que servem para secar e conservar frutas e legumes. O projeto, que já chega a mais de cinco mil habitantes de cinco aldeias remotas da Guiné-Bissau, valeu-lhe o Prémio Terre de Femmes, com uma compensação financeira de dez mil euros. A empreendedora vai aplicar o dinheiro no seu projeto. As lâmpadas que levou até à Guiné são apenas garrafas de água que iluminam as casas. Com apenas uma garrafa de litro e meio com água até cima, a “gota de luz” ilumina as habitações, que são, na maior parte, escuras, sem janelas ou com poucas aberturas para não deixar entrar o calor. O sol incide na água, a luz reflete, e, ao mesmo tempo, consegue reduzir a temperatura em cerca de três graus no interior das habitações. Cada garrafa equivale a uma lâmpada de cerca de 40 watts de potência, e a gota de luz pode durar três anos. Agora, Inês Rodrigues vai aplicar o dinheiro para estudar qual a maneira de a gota de luz funcionar à noite.

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