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Empreendedorismo é Notícia
Clara Sottomayor: Uma feminista no Tribunal Constitucional
2016-07-29
Tinha 14 anos quanto tomou a decisão de estudar Direito, como resposta ao absurdo do mundo. Nascida em Braga e terceira de quatro irmãos, Clara Sottomayor tem agora 50 anos e faz parte dos cinco novos juízes do Tribunal Constitucional que, a 20 de julho, foram aprovados no Parlamento. Antes, foi investigadora, professora universitária e juíza no Tribunal de Família e Menores do Porto, onde trabalhou em vários processos de regulação paternal. Aos 46 anos, foi nomeada para o Supremo Tribunal de Justiça, tornando-se, na altura, a juíza mais nova na história daquele órgão. Constituído por 60 juízes, além de Clara, contabilizavam-se apenas mais quatro mulheres. Clara Sottomayor é assumidamente feminista por uma questão de igualdade, uma posição que, na sua perspetiva, nada tem de extravagante, já que, para ela, as mulheres são um grupo discriminado historicamente. Defende a adoção de crianças por casais do mesmo sexo, mas admite compreender as reservas que algumas pessoas têm quanto a novas formas de família. Luta por aquilo que considera justo e em que acredita e assume-se como uma mulher lutadora e reivindicativa, garantindo que nunca deixou que alguém mandasse na raiz do seu pensamento. Até hoje, deixou marcas por todos os sítios onde passou e a história ameaça repetir-se.
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Isabel Neves: A mulher dos 7 ofícios
2016-07-29
Começou a trabalhar e a ser autónoma aos 16 anos. Deu explicações, fez traduções e trabalhou nas empresas do pai até aos 23 anos, idade em que termina os estudos em Direito. Isabel Neves foi o primeiro elemento da família com formação nesta área e, em vez de assumir os destinos dos negócios da família, decidiu, por sua conta e risco, apostar na advocacia. Manteve, no entanto, sociedade com o pai até 2014, altura em que o negócio foi vendido. A veia empreendedora sente-a desde sempre: em 1979, fez parte do movimento de associativismo empresarial feminino, através da Associação Portuguesa de Mulheres Empresárias, da qual se tornou vice-presidente em 1995, cargo que ocupou até 2013. Ao longo dos anos, assumiu a coordenação de vários projetos de promoção do empreendedorismo feminino. Foi uma das primeiras mulheres a criar uma Associação Business Angels (é presidente do Clube Business Angels de Lisboa), algo que é motivo de orgulho, e fundou e dirigiu a Associação de Empresárias Portuguesas. É também um dos “tubarões” da segunda edição do “Shark Tank”, que se estreia em breve na SIC. Isabel Neves considera que a veia empreendedora pode ser trabalhada, mas há características que têm de nascer com cada pessoa, como por exemplo, a apetência pelo risco. No meio de uma agenda profissional preenchida, tem ainda tempo para desempenhar o papel de mãe, de filha e, claro, de mulher.
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Treze: Onde a religião e a modernidade se cruzam
2016-07-29
Modernizar as figuras religiosas, dando-lhes uma nova imagem com um toque de design, transformando-as em elementos decorativos atrativos até para quem não é religioso. É este o principal objetivo da Treze, a marca fundada por Sofia Neves, de 34 anos. O conceito surgiu há quatro anos, mas só há um ganhou forma. Filha dos donos de uma fábrica de figuras religiosas tradicionais, Sofia cedo decidiu que os seus planos de vida não passariam pelo negócio de família. Estudou, fez formações e foi trabalhando em várias áreas, mais para não estar parada que por paixão. Acabou por regressar a casa e à fábrica e a ideia começou a ganhar contornos. Embora o nome escolhido para a marca lembre o simbolismo associado a Fátima, a empresária explica que se trata do número da caixa de correio da fábrica onde tudo começou. A particularidade das figuras criadas pela Treze é que não são pintadas. São feitas de pó de pedra e a coloração acontece nesse pó antes de as figuras serem concebidas. Pastel de rosa, azul, verde e cinza são as cores eleitas. Com um investimento pessoal de cinco mil euros, a Treze está quase a atingir o break even com seis clientes fixos, que compram as figuras para as revender em lojas, e cerca de 30 clientes individuais que já encomendaram no site, onde são ainda disponibilizados outros produtos. A gestão do site, da imagem da empresa ou das redes sociais são funções inteiramente asseguradas por Sofia. Satisfeita com o percurso trilhado até ao momento, a empresária adota, contudo, uma postura cautelosa, tendo em conta que opera numa área ainda muito conservadora.
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Maria João Almeida: Um caso raro em Portugal
2016-07-29
Maria João de Almeida é um caso raro em Portugal. Jornalista, crítica, provadora e formadora na área dos vinhos, é das poucas mulheres no país a escrever sobre vinhos. Colaborou com diversas publicações portuguesas e, desde 2006, escreve para importantes publicações brasileiras como o “Estado de São Paulo” e a revista “Veja”. Publicou já alguns livros, entre os quais “Memórias do Vinho”, classificado como obra de interesse cultural pelo Ministério da Cultura. Em 2014, lançou o “Guia de Enoturismo em Portugal” que, em maio, foi eleito o melhor do mundo na categoria de enoturismo, na cerimónia anual dos Gourmand Cookbook Awards. O prémio produziu resultados: Maria João recebeu vários convites e propostas, entre as quais a tradução do livro para mandarim e a realização de masterclasses na China. Maria João é ainda consultora na seleção dos vinhos servidos a bordo da TAP e integra o júri de diversos concursos internacionais, como Concours Mondial de Bruxelle. É membro da Federação Internacional dos Jornalistas e Escritores de vinhos espirituosos e é formadora de cursos de prova de vinhos e editora da revista “Escansão”. Para a especialista, Portugal deve apostar na qualidade e não na quantidade e garante que o vinho português não fica atrás de qualquer outro país. A vertente familiar que ainda hoje se verifica no setor é, para esta empreendedora, uma particularidade que exerce uma forte atração.
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Virgínia Baptista: História e investigação no feminino
2016-07-29
“Proteção e Direitos das Mulheres Trabalhadoras em Portugal (1880-1940)” é o título da tese de Doutoramento que valeu a Virgínia Baptista o Prémio Maria Lamas, no valor de três mil euros. Atribuído pela Câmara Municipal de Torres Novas, distingue os estudos sobre a mulher, o género e a igualdade. Investigadora do Instituto de História Contemporânea, da Universidade Nova de Lisboa, Virgínia Baptista é ainda professora no Ensino Secundário e membro da associação União das Mulheres Alternativa e Resposta. A atração por este objeto de estudo surge da vontade em dar visibilidade histórica às classes que deixaram poucos registos e não tiveram voz. A sua experiência pessoal, como trabalhadora e mãe, que a fez compreender a dificuldade em conciliar a vida profissional com a familiar, já em pleno século XXI, levou-a também a refletir como seria a vida das mulheres no século XIX. A história e a investigação foram, desde sempre, um ponto de interesse, uma vez que, na perspetiva de Virgínia Baptista, é importante questionar e perceber o passado porque tem repercussões na nossa ação cívica e profissional no presente. E, por isso, considera, é necessário ter uma atenção especial à situação das mulheres, em Portugal. Aos 58 anos está longe de abrandar o ritmo e está já a preparar a sua tese de pós-doutoramento, sobre “Mulheres Trabalhadoras, Saúde e Medicina, em Portugal”.
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