Empreendedorismo é Notícia
Irmãs juntam-se para abrir taberna moderna
2016-09-30

O pai de Cristina e Susana Carvalho tinha uma loja de antiguidades em Braga. Como as duas gostam de cozinhar, decidiram abrir naquele espaço uma petisqueira. As empreendedoras sabiam que havia muitos restaurantes e bares, mas faltava um sítio onde fosse possível comer pequenas refeições. Assim, no ano passado inauguraram A Dona Petisca. A ideia surgiu, principalmente, de Susana Carvalho, a irmã mais nova, depois de ter apresentado na licenciatura em Administração Pública este projeto de empreendedorismo feminino. O novo espaço oferece produtos portugueses e de origem protegida, especialmente queijos e enchidos. No entanto A Dona Petisca também tem conservas portuguesas e vinhos de origem controlada. Como não é muito grande, tem lotação para 20 pessoas, o espaço do restaurante torna-se mais acolhedor e caseiro. Aliás, a decoração tem apontamentos modernos de épocas antigas, para ajudar os clientes a viajar até ao passado. O prato de assinatura das duas irmãs é uma “Tábua à Dona Petisca”, que varia de tamanho consoante o número de pessoas que está na mesa, podendo ir até um metro. As empresárias decidiram juntar enchidos, fruta, queijos e compotas para representar um pouco do que é a comida portuguesa. A Dona Petisca faz ainda parte da iniciativa “Verde Cool” que serve para promover o vinho verde e, ao mesmo tempo, divulgar o espaço.

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Nazareth Collection: Fotografia em peças de roupa
2016-09-30

Marcia Nazareth nasceu no Porto em 1971. Apaixonada por fotografia desde pequena, estudou Design na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Depois de trabalhar na área da comunicação e num estúdio que ela própria fundou, a empreendedora decidiu que era o momento de criar uma marca que juntasse as duas áreas onde tem gosto em trabalhar: Moda e fotografia. Fundou a Nazareth Collection onde aplica fotografias na totalidade da peça de roupa. Marcia quer que os seus clientes vistam, literalmente, as fotografias que tira. Para se inspirar a empresária recorre às suas vivências e a tudo o que observa quando viaja. O desafio é conseguir ver as coisas de outro prisma para conseguir os melhores planos para as fotografias. Neste verão a empresária lançou uma nova coleção, desta vez inspirada no preto. As peças da Nazareth Collection são feitas uma a uma, porque as fotografias têm que encaixar de forma perfeita. O processo é moroso, o que acaba por encarecer o produto, mas faz com que cada camisola, túnica ou lenço sejam únicos. A marca, 100% portuguesa, tem tido uma boa aceitação do público e a empresária conseguiu ter peças à venda no Museu de Serralves e na Casa da Música. Para estes espaços a Nazareth Collection tirou fotografias próprias a retratar os locais de exposição. Num futuro próximo a empreendedora quer tentar chegar a vários mercados, principalmente o internacional, onde as peças de design têm mais aceitação.

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Empresária aceita desafio para alterar o consumo de vinho do Porto
2016-09-30

Reinventar o vinho do Porto. Foi este o desafio assumido por Raquel Seabra quando entrou para a Sogrape. A gestora, de 34 anos, trabalhou durante dez como consultora e teve a oportunidade de viajar um pouco por todo o mundo para dar apoio a várias empresas nas questões estratégicas. Chegou a trabalhar com ONG e associações sem fins lucrativos na Colômbia e na Argentina, onde pôde levar a sua experiência e uma visão mais profissional à forma como as associações podem ser geridas. Regressada a Portugal, aceitou entrar na Sagrope para levar o vinho do Porto a um público mais jovem, adaptando-o aos momentos de consumo de álcool que agora se verificam. Em apenas um ano, a empresária percebeu que esta bebida deve fazer parte de cartas de bares e restaurantes, à semelhança do que acontece com o gin, para serem servidos cocktails de vinho do Porto. Paralelamente, Raquel Seabra conseguiu também reforçar a presença internacional da empresa e ajudar a crescer todo o grupo. A empresária é licenciada em Gestão pela Católica Lisbon School of Business and Economic e já venceu o Prémio D. Antónia Adelaide Ferreira, que distingue todos os anos uma mulher que se destaque no panorama nacional pelos valores pessoais e profissionais. Além deste prémio, Raquel Seabra foi também distinguida, em 2005, com o Prémio Primus Inter Pares.

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Empreendedora cria empresa para detetar problemas em casas
2016-09-30

Pode parecer estranho, mas quando uma casa tem pouca iluminação, muito ruído e poucos espaços verdes acaba por influenciar a saúde de quem a habita. Para alterar esse tipo de comportamentos, Marcelina Guimarães criou, com o marido, a Habitat Saudável, a única empresa em Portugal que disponibiliza este tipo de serviços. Através da arquitetura integrativa, a empreendedora consegue rejuvenescer as divisões da casa de maneira a que não influenciem negativamente o dia-a-dia das pessoas. A arquiteta faz uma visita domiciliária para detetar as anomalias que podem causar sonolência, irritabilidade ou dores de cabeça e procede, depois, às alterações na casa. Através de estudos de biohabitabilidade e geobiológicos, a empresária sabe, por exemplo, que uma cama não deve estar encostada a paredes com tomadas ou que as paredes do quarto não devem estar perto da cozinha. A Habitat Saudável presta também serviços em empresas, hospitais ou jardins. Além deste tipo de trabalho, Marcelina Guimarães consegue desenhar edifícios de raiz, para garantir a saúde das casas. Faz uma visita ao terreno e, depois de ponderar todas as variáveis e os condicionamentos que existem, consegue arquitetar o espaço para que seja construído. A empresária garante que construir uma casa saudável não é mais caro do que outras casas, porque recorre a materiais naturais e escolhe sempre a solução mais económica.

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Arquitetas abrem gelataria no Porto
2016-09-30

Em 1927, o engenheiro Otello Cattabriga criou a Effe, uma máquina de fazer gelados que conseguia reproduzir os movimentos das mãos das avós italianas a cozinhar. Quase 100 anos depois, duas amigas juntaram-se e abriram uma gelataria que obedece ao mesmo princípio: Fazer gelados verdadeiros, com ingredientes frescos e sabores genuínos. Ana Ferreira e Ana Gonçalves são amigas desde os tempos da universidade, quando estudaram Arquitetura. No entanto, o gosto pela cozinha e a vontade de mudar de vida levou-as, no ano passado, a viajar até Itália para aprenderem como se faz gelados com um dos melhores chefs do mundo, Giacomo Schiavon. Regressadas a Portugal, decidiram abrir uma gelataria para servirem gelados naturais à italiana, mas que juntam a inovação e a tradição. A 1927 Gelataria Portuense, que vai buscar o nome à criação da Effe, situa-se no Porto e funciona como um laboratório, onde os clientes podem acompanhar todo o processo de produção. A lendária Effe ocupa um lugar de destaque no espaço, até porque as empreendedoras querem homenagear Cattabriga. Os gelados são feitos a partir de fruta, baunilha ou cacau, sempre sem recorrer a produtos químicos e sem glúten. Os sabores mudam de dois em dois meses, consoante as experiências que as empresárias vão fazendo. Além dos clássicos, a carta conta com gelados que recuperam tradições portuguesas, como o de Porto Tawny ou o de Pingo de Mel, feito à base de figos. Além dos gelados, as duas amigas servem também chás gelados ou quentes, consoante a estação do ano.

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